Mais brutalidade da polícia na ALERJ

Após a caótica desocupação da Aldeia Maracanã, manifestantes e indígenas protestaram em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (bonitinho, mas ordinário). Novamente houve grande truculência por parte da Polícia Militar e Guarda Municipal

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Este é o relato de um manifestante presente na manifestação em frente a ALERJ, depois da desocupação da Aldeia Maracanã:

“Depois de tentar tirar das mãos da PM, e da Guarda Municipal um outro manifestante que estava sendo brutalmente agredido, um policial me acertou com o cassetete causando um corte profundo, mas a pior tensão ainda estava por vir, um cidadão trajando roupas a paisana (com certeza um P2) chegou perto de mim e proferiu essas palavras “Quer dizer que vocês agridem policiais…está preso!” e já sacando uma 9 mm, e dizendo…”Se você fizer alarde, vou te dar um tiro aqui mesmo!” rapidamente os manifestantes que estavam perto começaram a fazer alarde, juntando assim mais e mais, manifestantes frustrando assim a ação dele, depois que ele me soltou eu ainda fiquei um tempo ali com a cabeça sangrando, mas quando resolvi ir embora percebi que estava sendo seguido por ele, e mais dois indivíduos, rodei pelo centro da cidade durante 40 minutos para poder despistá-los e conseguir pegar o ônibus.”

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André Lemos foi preso no Rio de Janeiro por se manifestar contra uma ação autoritária e truculenta do Estado. O espancaram enquanto estava no chão. O mantiveram durante quatro horas na delegacia sem direito sequer a um telefonema. Na hora do depoimento, o algemaram pelos pés “como um escravo fujão”, segundo palavras do próprio André. Em uma atitude corrupta, o delegado estipulou o valor da fiança em R$ 10.000,00, mas aceitou reduzir a cobrança desde que as informações a respeito dos maus tratos fossem apagadas do B.O. De pés e mãos atados, o advogado teve que aceitar pra garantir a soltura de seu cliente. Um soco na árvore foi seu gesto de desabafo diante da indignação com a atitude vulgar de quem detém o poder. Artistas sendo tratados como malfeitores. Homens da lei agindo como bandidos. Que imagem pestilenta por trás de toda essa maquiagem, Rio de Janeiro!

 

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